Será que a culpa realmente é do metabolismo lento? Neste artigo, você vai descobrir o que é isso e que outras causas podem estar levando você a ganhar peso!
Não há dúvidas de que o metabolismo de algumas pessoas é mais acelerado do que o de outras. Porém, também é muito comum as pessoas atribuírem seu ganho de peso ao metabolismo lento, mesmo quando ele não é a causa do problema.
Por isso, neste artigo, nós vamos falar sobre o metabolismo lento. Vamos explicar o conceito, quais são as suas causas e se ele é mesmo o verdadeiro vilão de quem só vê a balança subindo. Continue a leitura para saber mais!
O que é o metabolismo?
O metabolismo é o processo pelo qual o corpo converte alimentos em energia e, em seguida, utiliza essa energia ou a estoca no corpo, em forma de gordura.
Portanto, o metabolismo é essencial para a vida. É ele quem coloca o “combustível” à disposição das células para que elas executem suas funções de reparação de tecidos, reprodução, crescimento etc.
Em um dos processos do metabolismo, chamado de catabolismo, o organismo quebra moléculas complexas e as transforma em moléculas menores, liberando energia.
Já no processo de anabolismo, o organismo pega moléculas menores e as transforma em moléculas complexas e, nesta função, ele consome energia.
Nosso metabolismo pode, realmente, ser mais rápido ou mais lento. Sua regulação depende de uma série de fatores biológicos, como a produção de hormônios e ação de enzimas.
O que é o metabolismo lento?
Em um organismo com o metabolismo lento, essas conversões e utilização da energia ocorrem em uma taxa e velocidade mais lentas que o esperado.
Assim, a pessoa ingere energia por meio de sua alimentação, mas o seu corpo não consome tudo aquilo. Ele queima menos calorias e o excedente é estocado em forma de gordura.
Embora a genética influencie o metabolismo, ela não é o único fator determinante para uma pessoa queimar mais ou menos calorias.
A idade também interfere nesse processo, os níveis hormonais, o estilo de alimentação, bem como a prática de atividades físicas ou o sedentarismo.
Talvez a informação mais importante é que nós podemos, sim, acelerar o nosso metabolismo. Porém, para isso, não há milagres. Precisamos mudar hábitos.
Além do metabolismo lento, o que pode causar o excesso de peso?
Já é uma tradição: grande parte dos pacientes chega ao consultório de médicos e nutricionistas alegando que seu excesso de peso é causado pelo metabolismo lento.
Porém, quando os profissionais param para analisar os hábitos daquele paciente, eles percebem que o metabolismo lento é apenas a ponta do iceberg.
Na verdade, existem diversos hábitos que fazem parte do dia a dia daquela pessoa que provocariam seu aumento de peso e, como se isso não bastasse, ainda causam desordem no metabolismo.
Quer saber que fatores são esses? Veja a seguir:
1. Consumo excessivo de carboidratos refinados
O consumo de açúcar e outros carboidratos refinados desencadeia uma série de processos que provocam a desaceleração do metabolismo.
Em primeiro lugar, quando ingerimos este tipo de alimento, o pâncreas precisa produzir insulina para que a energia desses produtos entre nas células. Assim, o nível de açúcar no sangue é reduzido.
Porém, se nós consumimos esses alimentos com frequência, as células desenvolvem uma resistência à insulina. Ou seja, mesmo com o pâncreas produzindo essa substância, ela não consegue entrar nas células.
O pâncreas contra-ataca produzindo ainda mais insulina. Então, o resultado desta briga entre as células e o pâncreas é o acúmulo de gordura no corpo, bem como outras consequências metabólicas desse desajuste.
Além disso, açúcar e refinados são produtos com índice glicêmico alto. Eles provocam picos de glicemia (açúcar, energia), seguidos por quedas bruscas dessas substâncias.
Portanto, seu corpo tem um pico de energia logo após o consumo. Pouco tempo depois, não sobra nenhuma energia.
A única forma que o organismo tem de “obrigar” você a dar mais energia a ele é provocando a sensação de fome e principalmente a vontade de comer alimentos calóricos.
Afinal, esses produtos extremamente calóricos proporcionam energia rápida, e é isso que um organismo desesperado por energia entende que é a solução para o seu problema.
2. Falta de nutrientes
Uma dieta pobre em nutrientes como proteínas e vitaminas também lentifica o metabolismo. Infelizmente, os alimentos ultraprocessados, cada vez mais utilizados, são ricos em calorias, mas faltam esses elementos essenciais.
Portanto, o que determina a falta de nutrientes no organismo não é a quantidade que uma pessoa come, e sim a qualidade dos alimentos que fazem parte de seu cardápio.
3. Sedentarismo
O sedentarismo é, sem dúvida, um dos principais fatores que desaceleram o metabolismo. Em primeiro lugar, a pessoa que não pratica atividade física gasta menos calorias.
E não é só isso! Existem tecidos do nosso corpo que gastam mais calorias que outros, mesmo quando estamos em repouso. Nossos músculos estão entre eles.
Assim, quando a pessoa não pratica exercícios e não fortalece seus músculos, ela perde massa muscular. Consequentemente, sem este tecido, o corpo gasta menos calorias, desacelerando o metabolismo.
4. Problemas com o sono
Você tem dificuldade para dormir? Rola na cama e não sente sono? Acorda no meio da noite e não consegue mais descansar? Ou é do grupo que até dorme fácil, mas tem trocado as horas de sono pelas telas?
Se você faz parte de qualquer um desses dois grupos, está desacelerando seu metabolismo. Isso acontece porque é durante o sono que o organismo realiza vários processos e produz hormônios que afetam esta função.
O primeiro ponto é que, durante o sono, o organismo produz o hormônio do crescimento. Ele ajuda a queimar a gordura e aumentar a massa muscular que, como você já viu, é uma gastadora natural de calorias.
A falta de sono ainda faz com que você tenha menos energia para se movimentar e se exercitar. Assim, ao longo do dia, quem não dormiu bem tende a queimar menos calorias.
Finalmente, a privação de sono reduz a produção da leptina, um hormônio produzido justamente pelas células adiposas (de gordura). Ela regula o apetite e o gasto energético.
Portanto, quando o corpo produz pouca leptina, o apetite e o gasto energético se desregulam. Você sente mais fome, come mais e ainda gasta menos energia. Assim, fica difícil produzir o déficit calórico necessário para emagrecer.
5. Estresse
Não poderíamos encerrar esta lista deixando de falar do estresse. Ele faz com que o nosso corpo aumente a produção de cortisol.
Por sua vez, o aumento nos níveis de cortisol faz o corpo depositar gordura na região do abdômen. Ele também prejudica a manutenção e o aumento da massa muscular.
Provavelmente, quando você pensa em estresse, imagina que as atividades do dia a dia, responsabilidade e problemas são os responsáveis por esse quadro.
Embora realmente os problemas tenham seu papel, nós deixamos o nosso corpo mais vulnerável ao estresse quando dormimos pouco ou mal, quando comemos (ou bebemos) alimentos estimulantes, quando não nos exercitamos?
Percebe como um fator se relaciona com o outro? Observou como quando nós adotamos os 8 princípios de saúde, nosso organismo tem todos os elementos que precisa para funcionar bem e se livrar desses problemas?
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