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    Dieta anti-inflamatória: desvendando mitos

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    O termo dieta anti-inflamatória é bastante discutido e, geralmente, cercado de polêmicas. Neste artigo, nós explicamos o que é mito ou verdade. Confira!

    Mergulhar no mundo da nutrição revela uma verdade incontestável: o que comemos tem um poder imenso sobre nossa saúde e bem-estar.

    Nos últimos anos, entre os diversos regimes alimentares que prometem benefícios milagrosos, a dieta anti-inflamatória ganhou destaque não apenas como uma tendência, mas como um estilo de vida.

    Para muitos, esse é o segredo para combater doenças crônicas e promover uma vida longa e saudável. Não podemos negar que, aqui, na Clínica & SPA Vida Natural, a alimentação é a base de todos os tratamentos.

    No entanto, em meio a tantas informações, como distinguir o que é mito do que é verdade? Esta é a proposta deste artigo. Vamos desvendar alguns mitos referentes à dieta anti-inflamatória.

    Ao separar fatos de ficção, você terá uma jornada de descoberta sobre como a alimentação pode ser sua aliada na luta contra a inflamação.

    Influência da alimentação sobre a inflamação

    A inflamação é uma resposta natural do corpo a lesões ou infecções, um mecanismo de defesa essencial para a cura e recuperação. Nessas situações, ela costuma ser uma inflamação aguda.

    A inflamação aguda é intensa, mas temporária. Assim, a pessoa pode ter sintomas como febre, inchaço e dor. Porém, logo que o tecido afetado se recupera, esses sintomas passam.

    No entanto, em outros casos, o corpo desenvolve uma inflamação permanente e sem sintomas. Ela é chamada de inflamação crônica de baixa intensidade. Mas não se engane pelo nome. Esse tipo de inflamação é muito mais perigosa que a inflamação aguda.

    Esse estado crônico de inflamação desencadeia uma série de problemas de saúde: doenças cardíacas, diabetes e artrite são apenas alguns exemplos.

    Embora a inflamação crônica seja causada por vários fatores, a dieta desempenha, sem dúvida, um papel crucial na modulação dos processos inflamatórios do corpo.

    Nos próximos tópicos, trataremos justamente de alguns aspectos desta relação entre alimentação e inflamação, desvendando os mitos da dieta anti-inflamatória.

    Mitos e verdades sobre a dieta anti-inflamatória

    Existem muitos mitos a respeito da dieta anti-inflamatória. Isso ocorre, na maioria das vezes, por puro desconhecimento do assunto. A seguir, selecionamos os principais mitos;

    Mito 1: Não existe dieta anti-inflamatória

    Do ponto de vista técnico, realmente não existe uma dieta anti-inflamatória com calorias e porções específicas. Não há uma cartilha dizendo: coma 100 gramas do alimento X no café da manhã, 200 gramas do alimento Y no almoço e assim por diante.

    Porém, quando falamos de uma dieta inflamatória, não estamos nos referindo a uma receita pronta, e sim a padrões alimentares já conhecidos, baseados no consumo de vegetais, alto teor de fibras, redução de produtos processados e refinados, entre outros princípios.

    Você encontra esses princípios em várias dietas conhecidas e estudadas ao redor do mundo. Os exemplos mais conhecidos são a dieta vegetariana e a mediterrânea.

    Portanto, mais uma vez, não existe uma dieta anti-inflamatória, mas existem alimentos que combatem infecções e outros que a acentuam. Aumentar a proporção dos primeiros e reduzir a do segundo grupo é benéfico para a saúde.

    Mito 2: Você não está inflamado e não precisa de dieta anti-inflamatória

    A grande pergunta é: como você sabe que realmente não está inflamado? As chances de que um processo inflamatório crônico de baixa intensidade esteja ocorrendo agora no seu organismo são grandes.

    Quando se fala a respeito deste assunto, muitas pessoas acusam os profissionais que defendem essa posição de “terroristas”. Porém, vamos aos fatos, aos números?

    Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, realizada em 2019, 52% dos brasileiros acima de 18 anos têm diagnóstico de pelo menos uma doença crônica. Em 2013, eles representavam 45% da população.

    Além do aumento expressivo da quantidade de pessoas com doenças crônicas em apenas 6 anos, isso significa que uma em cada 2 pessoas possui um diagnóstico que tem como causa a inflamação crônica.

    Portanto, quais são as chances de qualquer um de nós estarmos desenvolvendo esta inflamação agora? São de pelo menos 50%.

    Não podemos deixar de nos atentar ao fato, ainda, de que existem doenças que são diagnosticadas após anos de inflamação crônica. Quando uma pessoa recebe o diagnóstico de doença de Alzheimer aos 65 anos, por exemplo, ela não desenvolveu este problema em poucos meses.

    As placas de proteína beta-amiloide se instalaram no cérebro lentamente, ao longo de um processo inflamatório que se desenvolveu por décadas. O mesmo ocorre com o diabetes e muitas outras doenças.

    Diante desses fatos, nós temos duas opções: cuidar melhor da saúde, com uma alimentação que combate os processos inflamatórios ou chamar os profissionais que nos alertam de “terroristas” e aguardar as consequências de uma inflamação silenciosa no futuro.

    Mito 3: A dieta anti-inflamatória é restritiva

    Parece irônico, mas a verdade é que, na maioria das vezes, as pessoas que reclamam que uma dieta anti-inflamatória é restritiva são as que realmente possuem um cardápio restrito.

    As pessoas comem pão com manteiga e café com leite todos os dias de manhã. Arroz branco, feijão e bife (ou ovos) na hora do almoço. À noite, elas repetem a refeição do meio-dia ou recorrem a um fast food — geralmente, dos mesmos restaurantes, pedindo os mesmos pratos.

    Então, ao serem apresentadas a uma dieta vegetariana ou mediterrânea, elas reagem: “Isso é muito restritivo”.

    Quem já desfrutou do restaurante da Clínica & SPA Vida Natural descobre que a alimentação anti-inflamatória — no nosso caso, vegetariana — definitivamente não é restritiva.

    Na parte da manhã, temos cerca de 3 tipos de pães. No lugar da manteiga, patês variados, com sabores diferentes a cada dia. Cremes de abacate, manga, frutas vermelhas, morango… Também temos mingaus e sementes, além das estrelas da mesa: as frutas.

    A mesma fartura se repete no almoço e jantar, com saladas e diversos pratos quentes, um mais gostoso que o outro. E se você ama a comida tradicional brasileira, o nosso típico arroz com feijão, saiba que eles continuarão fazendo parte do seu cardápio. Nós trocamos apenas o arroz branco pelo integral.

    Se, diante de tantas opções, nós ainda insistimos em dizer que uma dieta é restritiva apenas por reduzir os alimentos ultraprocessados e hiperpalatáveis, devemos realmente nos preocupar.

    Isso significa que nosso cérebro está extremamente dependente dos estímulos que esses produtos geram e é importante reajustarmos a forma como obtemos e utilizamos a dopamina.

    Agora você já sabe o que é realmente uma dieta anti-inflamatória e qual é a importância dela para evitarmos doenças crônicas. Mas talvez esteja pensando: não sei por onde começar!

    Então, preencha o formulário abaixo, fique de olho no seu e-mail e nós vamos ajudar você, de forma gratuita, a iniciar sua jornada de alimentação saudável!

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